O sino toca na tarde ensolarada ninguém faz nada e o calor aperta. Domingo em cidade pequena, a vida é quase parada, Deus só esta presente pela parte dele mesmo, ou o que parece tudo em fim se arrasta. O vento de verão agita os ramos das plantas, e aumenta a sensação e desamores infindáveis nas tardes monótonas, o que fazer ? Exatamente nada, nada... e a vida continua sempre assim, esperando o momento de sua libertação. Tudo existe para mostrar que não tem vida. Até a musica que escuto, favorece esse climas de nostalgia e abandono. Não é preciso recordar o passado, porque não haverá passado e nem futuro, tudo é assim... mesmo assim... procuro-me a todo o instante e não me encontro, deparo-me com alguém indeciso de forma humana, olhar humano, sorriso humano, aparentando tudo o que um homem pode ter de bom, as coisas flutuam ao sabor da aparências e fogem com elas. Só enxergo no espaço um ser biológico, uma mescla de homem e santo, tudo isso foi um domingo infinito, ufá, atê que em fim acabou .
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