sexta-feira, 18 de maio de 2012

NA NOITE

Casas imersas na morte noturna,
provisória morte de todas as noites,
silencio notabilíssimo na noite,
silenciando até os mínimos detalhes.
Uma brisa impertinente.
Insinua-se por entre as ruas desabitadas
e as almas inquietas,
porque solitárias de ideias e de amor...
Os passos feitos por reflexos de ondas sonoras
nas calçadas adormecidas intentam contra
a quietude universal,
mais o que conseguem?
É tornar mais patente a tristeza provocada
pela frustração da vida contra o cansaço,
exausto e espontâneo das horas de sombra.
No ar diluem-se os sonhos
num sonho único intangível, talvez até
imprevisível.... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário