sexta-feira, 18 de maio de 2012

SILENCIOSA

Na hora silenciosa do entardecer
vago gemido absorve o coração.
A terra, em universal meditação,
vê, no seu entender o sol morrer...

A brisa peregrina passa a crer
nas promessas dos homens, na oração
que vê o progresso nos céus com devoção,
na hora silenciosa do entardecer...

Momentos suaves, virgem mãe do verbo!
horas que abatem o perfil soberbo
do pecador que a ti quer auxiliar...

Também minha alma busca o teu conforto
como veleiro busca ancorar-se no porto,
na hora silenciosa do entardecer.


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